O PERDÃO É UMA VIA DE MÃO ÚNICA



Você já foi prejudicado por alguém? Quero dizer realmente ferido até os ossos? É, provavelmente, aconteceu com todos nós uma ou duas vezes em nossas vidas. A dor é agravada quando alguém perto de nós faz isso, como família, amigos ou companheiros cristãos. 

Naturais reações humanas podem ser vingança, raiva, amargura, ou até mesmo desilusão. Nós, muitas vezes, nos protegemos afastando-nos do agressor. Isso pode levar-nos ao isolamento de todos em um exílio auto-imposto de solidão. 

Esperando o infractor para fazer as coisas direito é geralmente inútil. O infrator ou não percebe os danos que eles fizeram através de suas palavras ou ações, ou ele simplesmente não se importa. Seu sofrimento não significa nada para o agressor. Ele não poderia se importar menos! O ferido carrega a dor. 

O Senhor Jesus nos mostrou um caminho mais elevado. Ele ensinou-nos por exemplo a perdoar. Ele disse isso, enquanto estava pendurado na cruz morrendo:
"Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que estão fazendo." (Lucas 23:34 NVI) Eu tive que perdoar de vez em quando. Quando eu era um jovem pastor vivendo plea fé, meus óculos foram roubados do painel do meu veículo. Eu acreditava que era feito por alguns jovens do bairro que eu não podia ter certeza. A perda me machucou gravemente. Eu me perguntava: "Por que eles roubaram os meus óculos? Eles não são bons para ninguém além de mim, e eu preciso deles para dirigir." 


Quanto mais eu pensava nisso, mais nervoso eu ficava. Eu não poderia substituí-los na época, então ele começou a comer-me por dentro. Finalmente, eu o levei para o Senhor. Ele disse-me em meu espírito que eu tenho que perdoá-los. 

"Perdoa-lhes? Eu perguntei. Eles não pediram o meu perdão. "Naquele dia eu aprendi como o perdão é uma via de mão única. Quando Jesus perdoou aqueles que O crucificaram, eles não pediram perdão. Jesus nunca teria perdoado se o seu pedido fosse o pré-requisito. Não. Não só Ele perdoou-lhes, Ele também não os responsabilizou na conta deles. 

Então, eu tive que perdoar aqueles meninos. Orei do meu coração para o Pai perdoar-lhes, e então tomei a etapa extra como guiado pelo Espírito. Eu orei: "Pai, dou os meus óculos para aqueles meninos. Os óculos agora lhes pertencem. Eles não podem roubar seus próprios óculos, então Pai não os responsabiliza." 

Como eu liberei os óculos para eles, o perdão foi lançado, e uma coisa notável aconteceu. A mágoa, raiva e amargura, de que eu sofri, foram liberados também. Eu estava livre da dor que estava a comer-me. Embora eles nunca pediram meu perdão e nunca souberam que eu tinha perdoado, aos olhos de Deus era oficial. Eles foram perdoados e eu estava livre! Eu liberei o rancor que estava carregando. 

Então, se você se encontra caminhando pela Estrada da Amargura, ou traição, tem sido injustiçado, pare e vire à direita na Via perdão. Ela vai levar você longe da comunidade fechada Acres de Irritação, para a terra de paz. 

Lembre-se, não há como voltar porque o perdão é uma via de mão única!

(Gene Marklan) 

DEUS EXISTE? EXISTEM EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS? (1ª PARTE)

A Bíblia responde: 

Deus existe? Eu acho interessante o fato de se dar tanta atenção a este debate. As últimas pesquisas nos informam de que mais de 90% das pessoas no mundo de hoje acreditam na existência de Deus ou de algum poder superior. Mesmo assim, de alguma forma, a responsabilidade de provar que Deus realmente existe é posta sobre aqueles que acreditam que Deus existe. Para mim, deveria ser o contrário.

No entanto, não se pode provar ou deixar de provar a existência de Deus. A Bíblia até mesmo diz que nós devemos aceitar por fé o fato de que Deus existe: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Se Deus assim o desejasse, Ele poderia simplesmente aparecer e provar para o mundo inteiro que Ele existe. Mas se Ele fizesse isso, não haveria mais necessidade de existir fé. “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).

Isso não significa, no entanto, que não existam evidências da existência de Deus. A Bíblia declara: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo” (Salmos 19:1-4). Olhando para as estrelas, compreendendo a vastidão do universo, observando as maravilhas da natureza, vendo a beleza de um pôr-do-sol – todas estas coisas apontam para um Deus Criador. Se estas coisas não fossem suficientes, também há evidência de Deus em nossos próprios corações. Eclesiastes 3:11 nos diz: “...[Ele] pôs a eternidade no coração do homem...”.

Há alguma coisa no fundo do nosso ser que reconhece que há algo além desta vida e alguém além deste mundo. Nós podemos negar este conhecimento intelectualmente, mas a presença de Deus em nós e através de nós ainda estará lá. Apesar disso tudo, a Bíblia nos adverte que alguns, mesmo assim, irão negar a existência de Deus: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” (Salmos 14:1). Visto que 98% das pessoas através da história, em todas as culturas, em todas as civilizações, em todos os continentes acreditam na existência de Deus.

QUEM É DEUS? O QUE É DEUS? COMO PODEMOS CONHECÊ-LO

A Bíblia responde:
 
Quem é Deus? - 
O fato da existência de Deus é tão visível, tanto através da criação quanto através da consciência do homem, que a Bíblia chama o ateu de "tolo" (Salmo 14:1). Assim, a Bíblia nunca tenta provar a existência de Deus, antes, ela supõe a Sua existência desde o início (Gênesis 1:1). O que a Bíblia faz é revelar a natureza, o caráter e a obra de Deus.

Quem é Deus? – A Definição
Pensar corretamente sobre Deus é de extrema importância porque uma falsa ideia sobre Deus é idolatria. Em Salmo 50:21, Deus reprova o ímpio com esta acusação: "Você pensa que eu sou como você?" Para começar, uma boa e resumida definição de Deus é "o Ser Supremo, o Criador e Regente de tudo o que existe; o Ser auto-existente que é perfeito em poder, bondade e sabedoria."

Quem é Deus? - Sua Natureza
Sabemos que certas coisas acerca de Deus são verdadeiras por uma razão: em Sua misericórdia Ele condescendeu a revelar algumas de Suas qualidades para nós. Deus é espírito, intangível por natureza (João 4:24). Deus é Um, mas existe como três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Mateus 3:16-17). Deus é infinito (1 Timóteo 1:17), incomparável (2 Samuel 7:22) e imutável (Malaquias 3:6). Deus existe em todos os lugares (Salmos 139:7-12), sabe tudo (Mateus 11:21) e tem todo o poder e autoridade (Efésios 1; Apocalipse 19:6).

Quem é Deus? – Seu Caráter
Aqui estão algumas das características de Deus como reveladas na Bíblia: Deus é justo (Atos 17:31), amoroso (Efésios 2:4-5), verdadeiro (João 14:6) e santo (1 João 1:5). Deus mostra compaixão (2 Coríntios 1:3), misericórdia (Romanos 9:15) e graça (Romanos 5:17). Deus julga o pecado (Salmos 5:5), mas também oferece o perdão (Salmos 130:4).

Quem é Deus? - Sua Obra
Não podemos compreender Deus longe de suas obras porque o que Deus faz flui de quem Ele é. Aqui está uma lista resumida das obras de Deus, passadas, presentes e futuras: Deus criou o mundo (Gênesis 1:1, Isaías 42:5); Ele ativamente sustenta o mundo (Colossenses 1:17); Ele está executando o Seu plano eterno (Efésios 1:11) que envolve a redenção do homem da maldição do pecado e da morte (Gálatas 3:13-14); Ele atrai as pessoas para Cristo (João 6:44); Ele disciplina os Seus filhos (Hebreus 12:6) e Ele julgará o mundo (Apocalipse 20:11-15).

Quem é Deus? - Um Relacionamento com Ele
Na pessoa do Filho, Deus se encarnou (João 1:14). O Filho de Deus se tornou o Filho do homem e é, portanto, a "ponte" entre Deus e o homem (João 14:6, 1 Timóteo 2:5). É somente através do Filho que podemos ter o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a reconciliação com Deus (João 15:15, Romanos 5:10) e a salvação eterna (2 Timóteo 2:10). Em Jesus Cristo, "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2:9). Assim, para saber realmente quem é Deus, tudo que temos que fazer é olhar para Jesus.

JESUS É DEUS? ALGUMA VEZ JESUS AFIRMOU SER DEUS?


A Bíblia responde:

Na Bíblia não há registros de Jesus dizendo, palavra por palavra: “Eu sou Deus”. Entretanto, isto não significa que Ele não tenha afirmado ser Deus. Como exemplo, tome as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro olhar, isto pode não parecer uma afirmação de Jesus em ser Deus. Entretanto, perceba a reação dos judeus a Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33).

Os judeus compreenderam a afirmação de Jesus como uma declaração em ser Deus. Nos versículos seguintes Jesus não corrige os judeus dizendo: “Eu não afirmei ser Deus.” Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). João 8:58 nos dá outro exemplo: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras em uma tentativa de apedrejar Jesus (João 8:59). Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus.” João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne.” Isto claramente indica que Jesus é Deus em carne. Atos 20:28 nos diz: “...Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” Quem comprou a igreja com Seu próprio sangue? Jesus Cristo. Atos 20:28 declara que Deus comprou a igreja com Seu próprio sangue. Portanto, Jesus é Deus!

Tomé, o discípulo, declarou a respeito de Jesus: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28). Jesus não o corrige. Tito 2:13 nos encoraja a esperar pela volta de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo (veja também II Pedro 1:1). Em Hebreus 1:8, o Pai declara a respeito de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.”

Em Apocalipse, um anjo instruiu o Apóstolo João para que adorasse a Deus (Apocalipse 19:10). Nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração (Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38). Ele nunca reprova as pessoas quando recebe adoração. Se Jesus não é Deus, Ele teria dito às pessoas para não ser adorado, assim como fez o anjo em Apocalipse. Há muitos outros versículos e passagens das Escrituras que atestam a favor da divindade de Jesus.

A razão mais importante para Jesus ser Deus é que se Ele não o fosse, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar preço tão infinito. Somente Deus poderia carregar os pecados do mundo (II Coríntios 5:21), morrer e ressuscitar, provando Sua vitória sobre o pecado e a morte.

DEVEM OS CRISTÃOS SER CREMADOS?

A Bíblia responde:

A Bíblia na verdade não se dirige especificamente ao assunto de cremação. Há exemplos no Velho Testamento de pessoas sendo queimadas até a morte (1 Reis 16:18; 2 Reis 21:6), e de ossos humanos sendo queimados (2 Reis 23:16-20), mas esses não são exemplos de cremação. É interessante notar que em 2 Reis 23:16-20, queimar ossos humanos no altar profanava o altar. Ao mesmo tempo, a lei do Velho Testamento em nenhum lugar proíbe um corpo humano falecido de ser queimado, nem aplica qualquer maldição ou julgamento a uma pessoa que é cremada.

Cremação era praticada nos tempos bíblicos, mas não era geralmente praticada pelos israelitas ou pelos crentes no Novo Testamento. Nas culturas nas quais a Bíblia se focaliza, enterro em uma tumba, caverna ou na terra era a forma comum de se dispor do corpo humano (Gênesis 23:19; 35:4; 2 Crônicas 16:14; Mateus 27:60-66). Enquanto sepultamento era a prática comum, a Bíblia em nenhum lugar comanda o sepultamento como a única forma permitida para se dispor de um corpo.

É cremação algo que um Cristão pode considerar? Novamente afirmamos que não há nenhum comando bíblico explícito contra cremação. Alguns crentes são contra a prática de cremação porque acham que tal ação não reconhece o fato de que um dia Deus vai ressuscitar nossos corpos e reuni-los com nossas alma / espírito (1 Coríntios 15:35-58; 1 Tessalonicenses 4:16). Esse pode ser o caso com algumas pessoas. No entanto, o fato de que um corpo tem sido cremado não dificulta em nada a capacidade de Deus de ressucitar tal corpo.

Os corpos dos Cristãos que morreram milhares de anos atrás já se tornaram em pó completamente. Isso não vai de forma alguma tornar mais difícil que Deus ressuscite seus corpos. Cremação não faz nada além de “apressar” o processo de tornar o corpo em pó. Deus é completamente capaz de ressuscitar os restos mortais de uma pessoa que foi cremada, assim como Ele é capaz de ressucitar os restos mortais de uma pessoa que não foi cremada.

A questão de enterro ou cremação faz parte da área da liberdade Cristã. Uma pessoa, ou família, que está considerando esse assunto deve orar por sabedoria (Tiago 1:5), e seguir a convicção que resulta de suas orações.

O CRISTÃO NÃO DEVE COMER SANGUE?

A Bíblia responde:

Obviamente o que vou dizer não tem nada a ver com a proibição de transfusão de sangue feita pela religião denominada "Testemunhas de Jeová", que é uma interpretação equivocada das passagens bíblicas. Sua dúvida é simplesmente a respeito de se alimentar de sangue de animais em nossas refeições.

Você escreveu: "não há impedimento bíblico [para comer sangue], pois Jesus deixou bem claro que não devemos viver mais pela lei e sim pela sua graça, a única coisa que nos salva é Ele e nada nos afasta dEle".

Embora não exista uma lei que o cristão deva seguir, a proibição de comer sangue é anterior à lei dada a Moisés, portanto dirigida a todos os seres humanos e não apenas aos israelitas.

Mais tarde, em Atos, encontramos as instruções dadas pelos apóstolos aos gentios convertidos (no caso nós também o somos) para que não praticássemos idolatria e prostituição, e também que não comêssemos sangue e carne sacrificada aos ídolos. Evidentemente nada disso fará um crente perder a salvação, mas se ele ama seu Senhor irá querer agradá-lo nisto também.

Ats 15:19-20; 29 "Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue... Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes".

Basicamente as coisas que a Palavra diz para não fazermos são:

- Comer coisas sacrificadas aos ídolos: alimentos usados nos sacrifícios ou até mesmo a carne desses sacrifícios. Para nós gentios tal "proibição" (entre aspas mesmo) é mais para não sermos causa de tropeço a outros, como Paulo explica em 1 Coríntios 8 (e também em Romanos 14).

1Co 8:4-13 "Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.... Entretanto, nem em todos há esse conhecimento; pois alguns há que, acostumados até agora com o ídolo, comem como de coisas sacrificadas a um ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, contamina-se. Não é, porém, a comida que nos há de recomendar a Deus; pois não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos. Mas, vede que essa liberdade vossa não venha a ser motivo de tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, reclinado à mesa em templo de ídolos, não será induzido, sendo a sua consciência fraca, a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão por quem Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo-lhes a consciência quando fraca, pecais contra Cristo. Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão".

- Prostituição ou impureza sexual: este problema, que era generalizado entre os gentios daquela época, volta a ter a mesma dimensão hoje em um mundo cada vez menos interessados nos valores cristãos. Quem estuda os costumes no império romano descobre que algumas coisas eram bem aceitas na sociedade da época: sexo fora do casamento, adultério, prostituição, pornografia (inclusive decorando as paredes das casas de família), homossexualismo, pedofilia (permitia-se aos homens casados terem meninos escravos para este fim), aborto e infanticídio (bebês indesejados eram simplesmente abandonados à beira das estradas para morrerem e serem comidos por cães). Lembre-se de que a sociedade que aceitava essas coisas não era nenhum grupo de bárbaros, mas o império mais desenvolvido que existiu até então, e que nos legou coisas como o direito romano e a privada com água encanada e descarga, que só foi "redescoberta" há 200 ou 300 anos.

1Ts 4:3-5 "Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus"

Efs 4:17-20 "Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na verdade da sua mente, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, tendo-se tornado insensíveis, entregaram-se à lascívia para cometerem com avidez toda sorte de impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo".

- Comer animais sufocados ou estrangulados: isto se refere a animais mortos e não sangrados. Quem já viu um frango cozido ou assado depois de morto com o pescoço quebrado ou por asfixia e sem ser sangrado sabe que a carne tem a cor bem escura, por causa do sangue que permanece nela. Esta proibição é anterior à lei dada a Moisés, pois aparece em Gênesis 9:4 para o mundo pós-dilúvio. Portanto não é uma proibição que se limite a Israel, como são muitas que você encontra na lei mosaica.

- Comer sangue: pelas mesmas razões acima, trata-se de uma ordem dada antes da Lei, portanto valendo para todos os habitantes do planeta depois do dilúvio. Naquela ocasião Deus deu aos homens, até então vegetarianos, os animais como alimento, colocou nos animais o medo dos homens, proibiu comer carne com sangue (animais sufocados, chouriço, frango ao molho pardo feito com sangue etc.), instituiu o governo humano e a pena de morte. Estas coisas nunca foram revogadas por Deus, embora os homens tenham feito algumas delas de modo contrário ao que Ele ordenou.

Gên 9:2-6 "Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque Deus fez o homem à sua imagem"

(Mario Persona) 

É PROÍBIDO O CRISTÃO USAR JÓIAS E ADORNOS?

A Bíblia responde:

Em Gênesis 24:47 está escrito: “Daí lhe perguntei: De quem és filha? Ela respondeu: Filha de Betuel, filho de Naor e Milca. Então lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos”. No versículo acima, vemos que Rebeca recebeu, dentre outras coisas, um pendente (brinco) no nariz. Isso parece estranho nos dias atuais; no entanto, nos tempos antigos, as mulheres usavam brincos tanto nas orelhas como no nariz. Rebeca, que mais tarde viria se tornar a esposa de Isaque, era uma mulher de Deus e, no entanto, ela usou jóias (brincos e pulseiras). Então, a Bíblia proíbe o uso de jóias? A resposta é NÃO.

Em Gênesis 24:53 está escrito: “E tirou o servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe”. Atentem para o seguinte fato: Rebeca recebeu jóias de prata e jóias de ouro, além de vestidos, é claro. Então, a Bíblia proíbe o uso de jóias? Mais uma vez: NÃO.

Em Gênesis 41:42 está escrito: “ E tirou Faraó o anel de sua mão e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestidos de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço”. José, filho preferido de Jacó, era um homem de Deus? Sem dúvida alguma e, no entanto, ele usou jóias (anel e colar). Então, a Bíblia proíbe o uso de jóias? É claro que NÃO.

Em Números 31:50 está escrito: “Pelo que trouxemos uma oferta ao Senhor, cada um o que achou, vasos de ouro, cadeias, braceletes, anéis, arrecadas e colares, para fazer propiciação pelas nossas almas perante o Senhor”. Neste versículo foram trazidos jóias como ofertas para o Senhor: braceletes, anéis e colares. Se o uso de jóias fosse pecado, Deus não teria aceitado os braceletes, anéis e colares como ofertas a Ele. Então, a Bíblia proíbe o uso de jóias? Absolutamente NÃO.

Em Êxodo 35:22 está escrito: “ E assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração; trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todo o vaso de ouro; e todo homem oferecia oferta de ouro ao Senhor”. Neste versículo, vemos que foram oferecidos, dentre outras coisas, pendentes (brincos), anéis e braceletes, como ofertas para a construção do Tabernáculo. Se estas jóias fossem algo de natureza pecaminosa, Deus não os teria aceitado e não permitiria que eles fossem utilizados para a construção de algo tão santo quanto o Tabernáculo. Então, a Bíblia proíbe o uso de jóias? Sem dúvida alguma: NÃO.

Como pudemos ver acima, a Bíblia não vê o uso de jóias como algo pecaminoso; pelo contrário, o próprio Deus aceitou jóias como ofertas para a construção do Tabernáculo. E por que Deus não considera o uso de jóias como pecado? Porque adornos, modas, usos e costumes não constituem valores espirituais em si mesmos, mas devem ser concebidos como valores culturais. Cultura é algo que muda com o tempo; os hábitos e costumes adotados pelos membros de uma sociedade (cultura) variam com o passar do tempo e por este motivo, não podem ser tomados como valores espirituais.

Infelizmente, há uma cultura de proibições no meio evangélico. E o pior de tudo, é que muitas destas proibições não estão fundamentadas nas Escrituras Sagradas. O Cristianismo não pode ser reduzido a um sistema de “não manuseies isto, não proves aquilo”, segundo o preceito e doutrinas de homens. Devemos aceitar somente o que está de acordo com as Escrituras Sagradas e se a Bíblia não proíbe o uso de jóias, então não tem motivo para proibi-las.

Os defensores da proibição do uso de jóias se utilizam de algumas passagens bíblicas, que na realidade, não estão proibindo coisa alguma. Senão vejamos:

Em 1 Pedro 3:3 está escrito: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos”. Este versículo faz objeção contra o excesso do uso de jóias e não proíbe o uso completo delas. Para demonstrar mais claramente o que estou afirmando, eu irei citar 1 Timóteo 2:9-10, que diz: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje decente, com pudor e modéstia, não com tranças ou com ouro, ou pérolas ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que professam ser piedosas) com boas obras”. A palavra “traje” usada neste versículo, vem do grego “Kastolé”, que refere-se ao comportamento em geral, e não somente às vestes. A palavra “decente”, vem do grego “Kosmios”, que tem o sentido de “em ordem”.

A idéia dominante da frase inteira é de que as mulheres precisam ter bom senso, e evitar os excessos. O apóstolo Paulo está condenando a extravagância, não os ornamentos. Através deste versículo, o apóstolo Paulo está demonstrando que a verdadeira beleza não pode ficar resumida somente ao exterior, devendo sim, sempre estar em companhia com o crescimento espiritual. Em outras palavras, ele não está condenando o uso de jóias, mas a falta de bom senso no uso delas. Como pudemos comprovar acima, o uso de jóias não é proibido nas Escrituras Sagradas e o uso delas não constitui pecado, desde que haja moderação e bom senso, é claro.